Noite destas rolou um jantar em Campinas no (lindo!) estúdio do Gui Galembeck e da Tatiana Ribeiro.

O evento foi chamado “Jantar nível Magnum” – Em clara referência ao Martin Parr (fotógrafo da agência Magnum, fundada pelo Cartier-Bresson e Robert Capa) que mencionou a convidada principal da noite, Corinne Noordenbos, como uma das mais fortes influenciadoras da educação em fotografia no mundo.

Corinne veio ao Brasil para uma série de apresentações, inclusive para ministrar um workshop no novo (que no futuro será chamado de “tradicional”) Festival Valongo. Mat Guzzo (que além de trabalhar com o Gui é mediador cultural da Bienal SP e foi responsável por trazer a Corinne para o Brasil), traze-la para este jantar foi sensacional.

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Apesar das poucas horas de encontro (e alguns ruídos por conta do meu inglês), o papo com a Corinne e com os demais fotógrafos me afetou. Causou um desconforto necessário – E o mais importante, me deu vontade de produzir.
Foi uma daquelas conversas em que você leva fragmentos para o resto da vida.

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Em particular dois fragmentos eu guardarei. Uma frase e uma palavra.

Após dizer que me incomodo com a superficialidade de meu portfólio exclusivamente comercial e que me cobro sobre não fazer mais do mesmo, sobre achar tudo muito clichê e me exigir sempre transcender, Corinne leu uma frase pescada por ela em uma conversa entre dois fotógrafos holandeses – Provavelmente dita numa noite como a nossa. Dizia a frase que um fotógrafo eventualmente deve fazer coisas imbecis, estúpidas, que deve ligar o dane-se, pois isto pode ajuda-lo a encontrar seu caminho autoral.

Não é libertador ouvir um conselho destes vindo de uma mulher com a envergadura dela?

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A palavra foi “vulnerável”.
O contexto em que esta palavra foi dita era que a fotografia que talvez mais toque seu coração enquanto fotógrafo provavelmente será aquela que te deixa mais vulnerável. Assustador, não?

O post era para ser bem curto, apenas para agradecer o convite para fazer parte desta noite tão especial. …Mas virou isto tudo porque acho que o que é bom precisa ser compartilhado.

Enfim, Tati, Gui, Mat e Mylenna Moterani, obrigado pelo rango, que estava demais.
Parabéns ao Mat, ao Gui, a Tati e a todos os que se envolveram neste esforço em trazer a Corinne para cá, por promover e organizar este jantar.
Valeu aos demais amigos que estavam lá, o papo é sempre bom! Precisamos fazer mais – E juntos! Ninguém faz nada sozinho.

Valeu – Foi foda!
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Texto: Nelson Shiraga
Fotos: Giancarlo Giannelli e Gui Galembeck

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